terça-feira, 19 de maio de 2009

Era uma vez..

Era uma vez um menino. o J.
Esse menino vivia no seio de uma grande familia de 6 irmaos. Nao uma familia calorosa ou afectuosa. Uma familia.
Um dia, o menino ficou muito doente. Teve hepatite A. Nao que todos os meninos nao a apanhem. Todos apanham.É como uma gripe. Todos a apanham. Mas com o menino foi muito diferente. Deixou-o muito doente e como o levou a morte. Mas nao levou.

Entretanto o J cresceu e conheceu uma menina quando andava na Escola Industrial.
O menino e essa menina foram felizes e decidiram se casar e construir uma familia.

Uma familia calorosa e afectuosa como aquela que nenhum deles teve.

O menino cresceu, tornou-se um homem.

Teve um filho com a menina que tambem ela cresceu. E tiveram um menino pequenino. O seu filho.

Um dia, o menino que crescera e que tornar-se-ia um homem, teve que sair da pequenina terra perdida no meio do Atlantico. Entao, sozinho rumou a outro continente com a esperança de poder proporcionar um melhor futuro para a familia dele. Foi sozinho e deixou a mulher e o filho na terra perdida.
Mas o filho, tambem ficou ele muito doente. Nao de hepatite mas de saudade. Desde o dia que viu o pai entrar no aviao nunca mais falou ou dormiu.

Angustiado com a saude do filho, o J decidiu voltar para a terra perdida no meio do Atlantico donde nunca deveria ter saido. Foi o maior arrependimento que teve.

O filho melhorou. Entao foram dar um passeio. Mas durante o passeio o carro ficou sem agua e o J teve que ir buscar agua.

Enquanto caminhava foi atropelado.
Foi atropelado por um menino de 16 anos que conduzia uma mota. Um menino que nao tinha carta e que o atropelou deixando-o no meio da estrada sozinho. Fugiu.

Mas houve um senhor que encontrou o J deixado na estrada inconsciente.
Levantou-o do chao para o levar para o hospital. Mas o senhor nao teve cuidado e provocou uma fractura exposta no J, inconsciente no chao.

O J ficou 7 meses no hospital com ferros nas pernas e a tomar medicaçao e medicação. Mas no hospital nao sabiam que o homem, quando era um menino pequenino, tinha estado muito doente e que toda essa medicação lhe estava a arrasar o pouco figado que lhe restava.

O homem ficou melhor e saiu do hospital.
Construiu a sua vida ao lado do meu filho e da sua amanda esposa.

Nasceu uma menina pequenina.

Os meninos cresceram e a vida seguiu normalmente. COnstruiram com a força do seu trabalho um imperio de amor.

Já sonhavam com a reforma, com o dia em que os 2 filhos estariam licenciados e encaminhados com a vida. No dia que poderiam ir viajar sempre que quisessem e com os dias passados com os netos.

Mas um dia tudo mudou.

O menino que se tornara um homem, ficou gravemente doente, novamente.

A doença que teve quando era um menino, o atropelamento quando era grande e a vida, esgotaram-lhe o figado. O menino que se tornara um homem tem uma cirrose.

Tem uma cirrose e precisa de um figado.

A doença levou-lhe os sonhos, a saude mental, momentaneamente e sempre que a doença piora, e a alegria.
Levou a alegria dele, da mulher e dos filhos.

Agora está num hospital a fazer exames e a espera de poder lutar contra a doença.

Mas, nem todas as pessoas que estao a sua volta lhe querem bem. Na pequenina terra onde vive dizem que ele morreu. Inventaram uma "verdade" cruel.

Enquanto o J e a familia lutam contra a doença, tentam esmorece-los.

Hoje descobriram que o J nao tem apenas cirrose. Tem nodulos no figado. E que se nao forem rapidos, poderam crescer e transformar-se em malignos.

Uma vida de coincidencias levaram-o ao hospital e tentam lhe tirar a vida. A dele e dos que o amam.

2 comentários:

Unknown disse...

Eu amo te muito, estou aqui para o que der e vir...

Joana Carvalho disse...

Por momentos a história do menino J, recordou-me certas coisas... Mas, não foi para isso que cá vim, mas sim para desejar as rápidas melhoras do menino que um dia se tornou Homem, o Sr. J. Fico a torcer por isso!
Beijinho